Neste córrego onde escorregam os sapos
E misteriosamente as libélulas zunem
Ilumina-se à margem pelos vaga-lumes
Um coração de pedra e de musgo
Melancolicamente ele bate
Cúmplice da melodia aquática
Que por úmidas eras canta
E consola o coração sombrio
A chuva cai aos poucos
Nas arvores que são velhas
Prateadas senhoras de cabelos escuros
Monotonamente a chuva escorre
Pelas raízes de desenho vario
E vão lavar o coração de musgo
E sua triste melancolia
Coração de musgo e pedra
Liso e escorregadio
Por quem melancolicamente bate
À margem deste córrego frio
Onde a saparia escorrega e canta
E as libélulas misteriosamente zunem
Sob a melodia eterna dos rios?
(Randi Maldonado)
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